Ao longo de várias décadas, muitos tutores de gatos têm relatado que a simples presença destes animais, em especial o seu ronronar, provoca sensações de calma, conforto e relaxamento. O que durante muito tempo foi visto apenas como uma perceção subjetiva começou a despertar o interesse da ciência, que passou a estudar este fenómeno não como uma forma de cura, mas como um importante contributo para o bem-estar físico e emocional.
O ronronar dos gatos consiste numa vibração sonora constante, com frequências que variam entre os 25 e os 150 hertz. Curiosamente, estas frequências são semelhantes às utilizadas em algumas técnicas de fisioterapia humana, associadas à regeneração de tecidos, ao fortalecimento ósseo e à redução de inflamações. Embora o gato produza o ronronar sobretudo para comunicação e autorregulação, estas vibrações acabam por ter um efeito positivo no organismo humano.
Do ponto de vista psicológico, a interação com um gato tranquilo contribui para a redução dos níveis de cortisol, a hormona do stress, e estimula a libertação de substâncias como a serotonina e a dopamina, relacionadas com o bem-estar e o equilíbrio emocional. Estes efeitos ajudam a regular a pressão arterial e o ritmo cardíaco, diminuindo a ansiedade ao longo do tempo. Estudos científicos sugerem mesmo que a convivência com gatos pode estar associada a um menor risco de problemas cardiovasculares.
Para além dos benefícios físicos, o ronronar dos gatos desempenha um papel relevante na saúde mental, oferecendo conforto emocional e ajudando a combater sentimentos de solidão. A sua presença cria um ambiente calmo e acolhedor, propício ao relaxamento, à concentração e à recuperação física e emocional, tornando os gatos companheiros silenciosos mas cientificamente interessantes para o nosso bem-estar.
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