Nos dias em que a chuva insiste sobre Portugal, nem sempre é fácil sair à rua ou manter tudo seco. Mas mesmo na correria e no desconforto, cada pingo guarda poesia. Chuva Chove como sempre. E, sempre que chove, as pessoas abrigam‑se (as que não estavam à espera que chovesse); ou abrem, simplesmente, o chapéu‑de‑chuva — de preferência com fecho automático. Porque, quando chove, todos temos de fazer alguma coisa: até nós, que estamos dentro de casa. Vão, uns, até à janela, comentando: "Que Inverno!"; sentam‑se, outros, com um papel à frente: e escrevem um poema, como este.. Nuno Júdice Chove. Há silêncio. Chove. Há silêncio. A chuva cai como se existisse Uma força que a fizesse cair. Chove. Há silêncio. O meu coração está quieto, Como o mundo está quieto. Nada me dói. Nada me pesa. Nada me prende. Chove. Há silêncio. Tudo é como é. E eu sou como sou. Ferna...
Blogue das Bibliotecas Escolares do Agrupamento Mouzinho da Silveira.