Data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1992, o DIPD mobiliza apoio para questões cruciais relacionadas à inclusão de pessoas com deficiência, promove a conscientização sobre questões da deficiência e chama a atenção para os benefícios de uma sociedade inclusiva e acessível para todos.
Agências da ONU, organizações da sociedade civil, instituições académicas e o setor privado são incentivados a apoiar o DIPD, colaborando com organizações de pessoas com deficiência a fim de organizar eventos e atividades com o objetivo de promover a compreensão sobre deficiência, mobilizar o apoio à dignidade, aos direitos e ao bem-estar das pessoas com deficiência.
Embora exista maior sensibilização, há ainda muitos obstáculos estruturais à inclusão laboral, concretamente, preconceito, falta de adaptações razoáveis, instabilidade no emprego e discriminação salarial. Muitos vivem com rendimentos baixos, instabilidade ou dependem exclusivamente de apoio estatal. A precariedade no emprego é frequente: apenas cerca de 37-40% das pessoas com deficiência têm empregos permanentes.
Barreiras de acessibilidade nos transportes, habitação, saúde e espaços públicos dificultam a mobilidade, o acesso a serviços e o exercício pleno da cidadania.
A persistência do preconceito e da estigmatização: mesmo com leis e direitos, atitudes e falta de sensibilização podem tornar a inclusão mais difícil (seja no emprego, na escola, no contacto social).
Contudo, o desporto é uma área importante para afirmação, inclusão e superação de barreiras e também tem recebido reconhecimento em Portugal. Com isso, Portugal atingiu a marca de mais de 100 medalhas em Jogos Paralímpicos desde a primeira participação em 1972.
Estamos de parabéns!

Comentários
Enviar um comentário